Gempac participa da Ocupação Solar das Artes com aula pública

Na última sexta-feira (15), o Gempac marcou presença no evento Solar das Artes, no Solar da Beira. A ocupação do patrimônio do Ver-o-Peso, definida pelos organizadores como um espaço de experimentação artística e política, contou com programação variada durante nove dias, como exposições, oficinas, música, vivências e aulas públicas. O Gempac foi convidado a ministrar uma dessas aulas, pra apresentar a nossa história de lutas, conquistas e militância.
A nossa fundadora Lourdes Barreto iniciou a aula falando sobre seu pioneirismo no movimento de prostitutas e na luta contra a Aids no país. Ela também ressaltou a necessidade de deixar clara a distinção entre prostituição, tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças e adolescentes. “As pessoas tendem a confundir as coisas, colocando sempre as prostitutas como vítimas e sem qualquer liberdade de escolha, uma realidade que só é verdadeira nos casos de tráfico e exploração de crianças e adolescentes. Essas duas últimas são coisas contra as quais o Gempac luta”, explicou.
As nossas coordenadoras Cinderela e Vitória e o nosso parceiro Benedito Martins também fizeram falas durante a aula, seguidos da nossa diretora Leila Barreto, que lembrou que a atuação do Gempac é um movimento de resistência, como a ocupação. “Também temos essa maneira criativa e prazerosa de fazer política, com ações como o Puta Dei e o Dia Internacional da Mulher Livre”, disse.
Para Filipe Almeida, um dos mentores do Solar das Artes, uma aula pública do Gempac tem tudo a ver com a proposta do evento. “Nossa ocupação é um movimento de indignação com a falência das políticas culturais em Belém, da qual o abandono do Solar da Beira é um grande símbolo. Nessa nossa narrativa contra-hegemônica, o Gempac se encaixa como uma luva, porque mostra a luta das trabalhadoras do sexo, que é um grupo marginalizado, assim como esse espaço e nós artistas também somos marginalizados”, analisou.
A mestranda em Ciências da Religião Gabriela Monteiro foi para assistir a nossa aula porque já conhecia nossa luta pela leitura de trabalhos, mas nunca tinha ouvido nossas falas pessoalmente. “Achei muito importante trazer essa temática pra ocupação, porque ajuda a desconstruir aquela ideia negativa da prostituta como a que vai destruir a família. Ouvi-las permite saber quem são, conhecer seus sentimentos e suas vidas”, comentou.
Para Leila, a experiência da aula foi positiva, num espaço que considerou a cara do Gempac. “Nosso grupo é como aqui, essa diversidade, essa mistura e essa luta pelos ideias. No nosso caso, há muito tentam acabar com a nossa esquina, mas nunca desistimos!”.

Texto e foto: Assessoria de Comunicação/Gempac

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