Bate papo na Esquina com Zé Miguel direto de Bogotá!

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Ontem as 18h, no Gempac conversamos ‘as distâncias’ com um parceiro amigo e pesquisador José Miguel Nieto Oliva, falamos sobre o seu trabalho de pesquisa sobre direitos sexuais e prostituição, mais especificamente a conversa foi baseada no artigo : “Prostituição feminina e direitos sexuais… Diálogos possíveis?”, artigo que saiu na revista Sexualidad, Salud e Sociedad. As conversas via skype pretendem se tornar recorrentes no espaço e se alguém estiver alguma idéia, sugestão ou opnião, faça agora!
Zé Miguel estava em Bogotá e nós aqui e mesmo com todos os problemas de conectividade, fomos perseverantes e conseguimos trocar umas boas idéias. Essa troca de ferramentas e metodologias para outra forma de comunicação, onde possamos introduzir dentro do cotidiano do espaço essa formação de rede e própria – de quem se propor e tiver o que dizer – escoação de informação é pra mim o ponto chave do processo. Conseguimos isso com esse inicio de familiaridade a essas ferramentas para depois conseguirmos cada vez mais aprofundar a discussão.
Mas, então, indo diretamente para o ponto da questão, o que afinal são direitos sexuais e como se relaciona a prostituição? Começamos a falar sobre a trajetoria do Zé até hoje em dia, ele explica qual é o contexto na Colômbia e diz primordialmente que o que estamos discutindo vai além do que são direitos sexuais, é uma coisa maior, uma verdadeira mudança social e moral onde falar sobre prazer, corpo, gênero, preferência sexual,taras,dinheiro por sexo, etc, não será um tabu e muito menos um problema cristão.

“TEMOS O DIREITO DE TRANSAR QUANDO E COM QUEM A GENTE QUER!”

Ele diz que entende o sexo como uma coisa muito importante no Brasil e mesmo com todos os complexos, discutimos aqui algumas coisas que ele não percebe em outros lugares. Falando mais especificamente sobre prostituição ele diz que em vários espaços a questão fica envolta no campo trabalhistico existindo a construção da figura da mulher trabalhadora, séria e necessitada ou ainda, se relaciona ao doenças infecciosas e a saúde.
Por conta disso a discussão sobre os gozos deste trabalho, não apenas o dinheiro, mas, toda um guarda-chuva de prazeres que muitas mulheres vivem com a profissão é deixado de lado e tudo o que conseguimos perceber do seu entorno é um espaço sujo, doloroso e sem vida.
“A prostituição é um trabalho legítimo, mas, além disso precisamos avaliar quais os contextos que ele se coloca”, diz Zé, falando sobre o querer e a satisfação da prostituta de estar na rua, viver entre a boêmia, fumar um cigarro, estar naquele círculo e se sentir muito bem e completa. São outras significações para a palavra trabalho- e o que vem de primordial no termo- onde se agrega não só a troca monetária, mas, além, um tesão pela ação executada por todo o espaço que ela acontece.

Pensando na realidade do que vivemos e vemos aqui em Belém, percebo que essa é uma questão muito complicada e como Zé coloca em seu artigo existem várias e várias perguntas que vivem aparecendo quando começamos a pensar mais fortemente no assunto, pois nos mexe de maneira estrutural. O que dona Lurdes sempre me disse: ” Não sou eu que vou ver o que estamos construindo aqui, mas, alguém bem mais lá pra frente”. Quando tivermos cada vez mais um esclarecimento interno e critico sobre nosso corpo, sexo, vontades não reprimidas, vamos conseguir sair desse ‘limbo'(esse que nem existe mais para o papa), onde a todo momento podemos queimar no ‘inferno’.

VAMOS CADA VEZ MAIS PARA O ENFRENTAMENTO!!

Trocar idéia sobre os vários direitos que envolvem o corpo, como o direito reprodutivo, o direito sexual, a subjugação feminina na sociedade, a homessexualidade, a transexualidade a prostituição é o que nós, aqui nesse espaço das esquinas achamos ser assunto primordial para pretender mudanças em todos os parâmetros.
Zé Miguel volta com a gente, ainda de bogotá, na programação de hoje da ‘Campina Boêmia’, as 17h no Gempac. Precisamos e queremos nos ouvir cada vez mais, por isso vamo nessa! Hoje a partir das 16h no Gempac Bate Papo de puta, músico, boêmio, campineiro da campina ou apenas qualquer um que queira chegar.bjoks!

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Luah Sampaio
luahsampaio@gmail.com

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