Lab. de criação e ação – Vol. I

Revoluções moleculares em atividade. Campina campinhos pixos e lambes… consciência e respeito étnico e de gênero… motor moris/energia propulsora do levante. O bando está reunido, bebe da história para vomitar poelítica. Desde quarta feira,  nós, eu tu eles elas, nos reunimos para pensar criações-ações interventivas no quadrilátero… do amor,  muito ainda restou, da vontade, do desejo. Vontade de potência… mulheres e suas antenas, conectadas conectamos, mulheres de antenas x Atenas… rizoma x raiz… microrevoluções… mulheres garis=mulheres de antenas, com suas estruturas itinerantes… a dignidade, se não é um critério totalmente ultrapassado,  é encontrada em todas as profissões… “as mulheres são iguais em todas as profissões” … isso serve para todos os seres… a contestação é contra as diferenças pautadas no gênero, na raça e na classe… vivemos em uma sociedade MACHISTA, RACISTA E CLASSISSISTA — > A PORRADA DO MARTELO É DE CIMA PARA BAIXO! Ataca as bases do tripé de uma só vez, EM UM SÓ CONTRA GOLPE! … interventivamente, reivindicamos o direito a cidade, o DIREITO A VIDA URBANA, que segundo David Harvey é o próprio direito de participar da construção e, portanto,  mudança da vida urbana para um cenário…. mulheres, ANTENAS! Para todos nós, ANTENAS! Atentos ao levante… nossas BARRICADAS são POÉTICAS, pegam pelos sentidos… do muro decadente como suporte a tinta-spray, ao asfalto como espaço de lazer legitimado via tinta xadrez… crianças da campina, “atenção ao dobrar uma esquina” … atenção menina… as antenas andam captando as falas tão bem quanto os ruídos… os discursos viram autômatos na medida em que passeiam pelas ruas sob o suporte terceiro-mundista dos camburões de lixo laranjas de mulheres e homens… que limpam a sujeira da sociedade de consumo da qual tentamos nos livrar… as crianças desarmam as ferozes máquinas automotoras quando as fazem parar em respeito ao direito do jogo. Jogo de bola. Lazer. Ludicidade na cinza campina do início do século XXI. Salve Dandara!!! Mulher de Zumbi… o dia é tão de um quanto de outro… Vênus observa. Segura a chuva, ilumina a avenida da longa noite… pelo culto a mulher ao som de afiados berimbaus… pela harmonia no e do jogo, que pede sincronia, ginga, e acima de tudo respeito.

Texto: Hugo Nascimento (Laboratório de Cartografia)

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