“Cinderela de beijo mais puro, de amor pra lhe dar…”

Cinderela solta a voz para cantar e falar de sexo, sem frescura

Como diria o brega antigo e comprovado na realidade, “Cinderela é uma morena que anda com seu coração palpitante, mostrando sua voz de arrepiar em vários bares, cabarés, esquinas e para quem quiser escutar”. A atmosfera nostálgica a que se refere a música popular tomou conta do Puta Dei com a sugestiva oficina ministrada pela Cindy, associada do Gempac, que nos fez sentir como é gostoso é incrível nos amarmos, mesmo tendo pedregulhos na vida para arrastar.

A história de uma Cinderela

Suas andanças começaram logo cedo. Por volta dos 16 anos já estava viajando pela Amazônia como a indiazinha Iracema, apresentada no filme “Uma transa Amazônica”, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, que foi exibido no Cine Gempac. Cinderela se identificou com aquela menina deixando transparecer seu entendimento com o cotidiano dos prazeres e desprazeres das esquinas empoeiradas do Norte.

Sobre essas experiências, Cinderela fala e se emociona em um dos momentos do dia, este que era específico para se discutir e refletir sobre o direito das prostitutas, o Ato Putadei. Naquele momento, Cindy se sentiu a vontade para expressar que além das prostitutas não serem respeitadas nos seus direitos trabalhistas, são violentados também os direitos humanos em relação a estas mulheres, em que se proíbe a voz e discrimina as atitudes.

Porém, Cinderela faz ecoar sua voz com maestria e com muita afinação, diga-se de passagem, e foi nesse espírito que a oficina mais esperada aconteceu: como um Gozo!

“Eu sempre me preocupei ao ouvir histórias de mulheres que tem dificuldade de gozar. Sempre quis fazer algo por estas pessoas. Então vou mostrar o que aprendi com a vida”, explica Cinderela.

Sobre a oficina

Orgasmos de Cinderela, que aconteceu no Teatro Cuíra, esquina da Riachuelo com a 1ª de março- Campina,  dia 2 de junho foi um fenômeno que surgiu em umas das reuniões loucas e alegres na sede do Gempac, onde nossa cantora discursava sobre como as mulheres, inclusive as prostitutas desaprenderam a se desejar e conseqüentemente não atingem mais o orgasmos na hora da transa.

Entre os assuntos incitados na oficina estavam: o sexo seguro, a necessidade de conhecimento e libertação do nosso próprio corpo e o do parceiro, e até dicas básicas (e mais do que necessárias) para quando o pinto do dito cujo for pequeno.

É claro que Cindy conseguiu deixar todo mundo em polvorosa, saindo todos bem animados para correr de calcinha para a programação seguinte.

Neste momento Cindy está a procura de patrocínio para gravarmos o seu esperado álbum, que contará com sucessos do bolero e do brega antigo na voz inesquecível desta grande musa. Interessados em colaborar é só comparecer na sede do Gempac ou perguntar aqui pela Campina onde encontrar Cinderela.

Por Luah Sampaio

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